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Chiaki Ishii será o primeiro homenageado pela Ordem do Mérito da Confederação Brasileira de Judô

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CBJ
Presidente Silvio Acácio Borges visitou o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro nesta sexta-feira, 24, e apresentou-lhe a carta de indicação do conselho da Ordem do Mérito da CBJ

Presidente Silvio Acácio Borges visitou o primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro nesta sexta-feira, 24, e apresentou-lhe a carta de indicação do conselho da Ordem do Mérito da CBJ

Em 2019, ano de seu Cinquentenário, a Confederação Brasileira de Judô instituiu a condecoração da Ordem do Mérito da CBJ, que homenageará personalidades e instituições com importantes serviços prestados ao judô brasileiro. O primeiro a receber a honraria será justamente um pioneiro da nossa modalidade, sensei Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico e mundial do judô brasileiro.

Nesta sexta-feira, o presidente da CBJ, Silvio Acácio Borges, acompanhado pelo coordenador da seleção brasileira de judô, Luiz Shinohara, e do gestor de eventos nacionais da CBJ, Matheus Theotônio, visitaram o sensei Ishii, que se recupera, firmemente, de um problema de saúde, em sua residência em São Paulo.

No encontro, o presidente da CBJ oficializou a Ishii pessoalmente a intenção e a indicação do conselho da Ordem do Mérito em outorgar a honraria, que será entregue em solenidade oficial em julho. Além disso, o ex-atleta e técnico da seleção brasileira de judô foi presenteado com uma camisa oficial da seleção brasileira de judô e o livro de memórias dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

"Essa homenagem vem para retribuir o esforço de uma vida dedicada ao judô a para reconhecer a grandeza de seus feitos no tatame", afirma Silvio Acácio. "A medalha de bronze conquistada por Chiaki Ishii nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, um ano após outro feito histórico, o bronze no Mundial de Ludwigshafen, na Alemanha, foi fundamental para abrir e pavimentar o caminho dos judocas brasileiros que, nos Jogos Olímpicos seguintes, transformaram o Judô na modalidade mais vitoriosa do esporte olímpico nacional com 22 pódios. Seu legado ficará para sempre marcado na história do judô brasileiro e seu exemplo segue, até hoje, inspirando as novas gerações de judocas", completou o presidente da CBJ.

Chiaki Ishii – Nascido em 1º de outubro de 1941 em Ashikaga, Japão, Chiaki Ishii chegou ao Brasil na década de 1960 em busca de uma nova vida após a frustração de perder a seletiva olímpica para representar o judô japonês nos Jogos de Tóquio 1964, quando o Judô entrou pela primeira vez no programa olímpico.

Influenciado pelos filmes de faroeste norte-americanos dos anos 50 e 60, Ishii tinha o sonho de ser fazendeiro, ou cowboy. Trabalhou em fazendas no interior de São Paulo, mas, com dificuldade para realizar o sonho no começo da jornada no Brasil, voltou-se para o esporte que havia treinado desde pequeno, na academia do avô, no quintal de casa. Além de ensinar judô, ele passou a desafiar judocas brasileiros em troca de recompensas, algumas vezes até por comida.

Chamava atenção sua técnica e a velocidade com que finalizava seus combates por ippon. Foi então que, a pedido de Augusto Cordeiro, então presidente da Confederação Brasileira de Pugilismo, que administrava o judô no Brasil, Ishii naturalizou-se brasileiro e, com isso, vieram títulos nacionais, sul-americanos, pan-americanos e os mais importantes: o bronze no Mundial de Ludwigshafen 1971 e o bronze olímpico em Munique 1972.

Até hoje, Ishii ainda usa a sua academia em São Paulo para passar o conhecimento para novas gerações de medalhistas olímpicos, como Rafael Silva, bronze em Londres 2012 e Rio 2016.

Tânia e Vânia, filhas do sensei, também levaram o sobrenome Ishii aos Jogos Olímpicos. Tânia foi a Barcelona 1992. Vânia representou o Brasil em Sydney 2000 e Atenas 2004.

Imparável, Ishii voltou às competições internacionais em 2016, e conquistou o ouro no Campeonato Mundial de Veteranos, na categoria meio-pesado M10, aos 75 anos.

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