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Orientação Esportiva Profissional

Referências de sucesso da capacitação acadêmica no esporte, presidente e vice da FJERJ dão entrevista ao CONFEF

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Divulgação/FJERJ
Jucinei Costa e Leonardo Lara falaram bastante sobre a importância da capacitação acadêmica para a evolução de profissionais do esporte

Jucinei Costa e Leonardo Lara falaram bastante sobre a importância da capacitação acadêmica para a evolução de profissionais do esporte

Presidente e vice-presidente da Federação de Judô do Rio de Janeiro, Jucinei Costa e Leonardo Lara são referências na orientação esportiva profissional. Tanto é verdade que os dois concederam uma entrevista para a edição #70 da revista do CONFEF, o Conselho Federal de Educação Física. Os dois falaram sobre o efeito da capacitação acadêmica nas atividades relacionadas à compreensão do judô como um todo e como ensinar da melhor forma possível. Replicamos o conteúdo na íntegra.

Formação superior e registro profissional abrem leque de oportunidades para profissionais

Esportes de Combate ou Modalidades de Combate são os termos utilizados para definir os esportes derivados das Artes Marciais (Judô, Karatê, Kung fu, Kempo, capoeira esportiva, Jiu-jitsu, Taekwondo, Boxe, Lutas Olímpicas e Greco-romana, Kickboxing, Muay thai, Sumô, entre outros). Por serem práticas esportivas, as atividades necessitam de orientação qualificada.

Com isso, cada vez mais praticantes procuram o curso de Educação Física para atuar no ramo. Exemplo disso é o comando do Judô nacional, que desde os anos 90 tem a gestão da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) a cargo de profissionais de Educação Física. Entre seus ex-presidentes está, inclusive, o atual presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o judoca e Profissional de Educação Física, Paulo Wanderley Teixeira. A CBJ também exige que para atuar como técnico em eventos organizados pela Confederação, o profissional possua registro no Sistema CONFEF/CREFs.

Na mesma linha de valorização, destaca-se o trabalho levado a efeito pela Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ). Para Jucinei Costa [CREF 009347-G/RJ], que é faixa vermelha e branca (6º dan) e atual presidente da entidade, a exigência mostra aos profissionais um caminho que pode abrir portas. “A gente acredita que o profissional será mais qualificado se fizer o curso de Educação Física. A federação não é uma universidade, então ela não forma professores, ela forma um faixa-preta. O judoca então deverá decidir se irá atuar como faixa-preta dando aulas ou como atleta. A partir dessa decisão, ele deverá procurar uma qualificação”,
explica.

O próprio representante é um exemplo da importância da graduação acadêmica. “Eu me considero um profissional antes e outro depois da universidade. Com a graduação eu me tornei um professor muito melhor. No dia a dia, você até tem uma vivência do esporte, do que foi passado pelo seu professor, mas sempre de uma forma empírica. Na graduação, temos vivências
que nos auxiliam na condução do nosso trabalho, como didática, suporte básico de vida, fisiologia do exercício, planificação das atividades, aprendizagem e desenvolvimento motor. Tudo isso você aprende na faculdade”, conta o kodansha (nível de pós-graduação dentro do judô) Jucinei Costa.

O faixa vermelha e branca (6º dan) Leonardo Lara [CREF 002242-G/RJ], vice-presidente da FJERJ, trilhou um caminho semelhante graças às orientações do seu professor de judô. “Tanto o Jucinei quanto eu tivemos sorte porque quando éramos jovens e competíamos, tivemos aulas com professores de outra geração, mas que já eram profissionais de Educação Física. Eles sempre nos incentivaram a trilhar esse caminho, a estudar. Isso antes mesmo da regulamentação da profissão”, conta.

E o aprendizado segue sendo passado para frente. Quando os membros da federação identificam judocas mais novos, com capacidade de desenvolver uma carreira técnica dentro do Judô, os convidam para uma conversa e orientam sobre a importância da qualificação. “A gente também alerta sobre a necessidade do registro profissional para atuar como técnico da seleção do Estado. E muitos resolvem cursar a graduação de Educação Física. São judocas que já tinham o interesse na graduação, mas que por acomodação ou falta de tempo, acabaram deixando-a de lado. As oportunidades aparecem, mas nós temos que estar preparados para aproveitá-las”, indica Leonardo Lara.

E ao que tudo indica, essa estrutura qualificada tem apresentado resultados. O Judô é o esporte olímpico nacional com o maior número de medalhas olímpicas de todos os tempos.

Judô nas Escolas – Outro exemplo da importância da formação é o projeto Judô nas Escolas, desenvolvido pelo governo do Japão em parceria com o governo brasileiro, a CBJ e o Instituto Kodokan do Brasil (IKB). Trata-se de um projeto de introdução do Judô em escolas públicas de todo o país. Ao todo, sete técnicos brasileiros, entre eles o kodansha Leonardo Lara, conheceram de perto o papel do judô na educação pública japonesa, além de aprenderem mais sobre o ensino da modalidade na infância, e de assistirem a uma competição nacional.

Ao voltar, eles tiveram a missão de propor uma adequação do modelo japonês à realidade brasileira, além de repassar os conhecimentos a outros professores brasileiros. O acordo entre os países prevê que novas turmas viajem ao Japão anualmente até 2020. De acordo com o Lara, uma das exigências para participar do projeto no Brasil será o registro no CREF.

PRATICANDO A ATITUDE CORRETA

Para assegurar a qualidade do serviço prestado, antes de contratar um professor de Judô, as instituições de ensino e academias devem verificar se o profissional possui registro tanto na federação do esporte quanto no CREF da região. A forma de verificar se o profissional é faixa-preta, reconhecido pela CBJ, órgão que rege o esporte em todo país, é o registro na federação do Estado.

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Valter França

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